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Histórias de um suicida psicossomático


Contos da Personalidade (conto 1)

"Numa cidadezinha, um pouco longe da capital, morava um lenhador. Ele e seus vizinhos, saiam todos os dias bem cedo para trabalhar, cada um com a sua específica função. Uma certa vez, o Lenhador estava voltando pra sua casa, depois de um dia muito cansativo no seu trabalho, com a sua fiel raposa de estimação, ele a tinha desde que era apenas um bebê, era de sua total confianca, deu de cara com um cesto todo coberto de branco, e um pouco de lama, correu para ver do que se tratava, abriu o cesto, levantou-o e retirou o pano que o cobria, e quando olhou para o que tinha em suas mãos, se apaixonou de uma forma brutal, e abaixou-se pra mostrar a sua raposa, quando os olhos do bichano bateram no objeto, centraram-se no lindo bebê que se encontrava dentro daquele cesto.

Os vizinhos quando souberam do acontecido começaram a alertar o lenhador de que era melhor ele se livrar do bichano, pois poderia lhe trazer muitos problemas mais tarde, mas ele batia o pé firme de que isso não acontecria nunca, porque a raposa era sua desde pequena, e nunca o traiu, e não seria agora a primeira vez, ainda mais porque ele sabia que a criança e o seu bicho tinham se dado muito bem, embora a criança ainda fosse recem-nascida.

Um dia quando estava voltando do trabalho, viu que seu amigo estava parado na porta da sua casa, com uma face aberta, como que se estivesse rindo, e com seu focinho todo melado de sangue. Seus olhos demonstravam medo, medo de que seus vizinhos estivessem certos, a raposa estava parada como se nada tivesse acontecido, parecia leve, seus olhos pairavam no ar, como que estivesse lhe dizendo, 'aí meu amigo, matei a minha fome'. O lenhador entrou desesperado em casa e apanhou sua espingarda de caça, a mesma que tinha livrado seu bichano, quando bebê, das garras de leões, e sem contar duas vezes e mostrando a raposa todo seu ódio, estilhaçou a cabeça do bicho apertando o gatilho com toda sua força. Logo após correu em desespero para o quarto, onde havia deixado sua filha, gritou, gritou e tirou o pano que cobria o berço, e encontrara a menina brincando com sua boneca e rindo. O velho não entendera, e olhara ao redor, e vira, quase aos pés de sua cama a marca e rastro de sangue, foi acompanhando com os olhos, e quando reparou do outro lado do berço, havia uma cobra morta. Ele se ajoelhou, e os vizinhos ouviram o barulho da espingarda mais uma vez."



Escrito por Kinhodorian às 03h09
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Pequeno Conto

" ... cada olhar que se via penetrando atrás daquele corpo caindo, era como uma facada em sua mente. Ela se endireitava em seu ódio existencial, fazendo com que seu corpo sentisse pena da sua história, pois toda vez em que passava por si propria tinha mais uma luz que se apagava.
Todo corpo que se move, é fluido pela mágica do seu medo, cada um conhece a sua própria fantasia, é muito pouco, porque a sua alegria não iria bastar.
No momento em que voltava pra olhar de perto o seu feito, passava em sua mente a música que sua mãe cantava para ela, em momentos de embriaguez, ela batia forte com seu pé ao corpo em que estava estirado como um bicho que acabara de ser atropelado numa estrada quente.
A sua percepção não mais mostrava serviço, durante um curto espaço de tempo.. tempo bastante, pra que ela percebesse após um choque, que tinha voltado a sua infância, e que aquele corpo que ali permanecia era o seu pai. Então a linda infantil corria de um lado para o outro, procurando por ajuda, pois ela sabia que se a descobrissem ali, saberiam que ela havia matado a sua mãe.
O seu mestre a olhava, e ela se sentia indefesa, ele não se aproximava, ele estava sombrio, com um ar de entrega em seus olhos, era como se a partir daquele momento toda a sua certeza se virasse contra o mundo e exigisse deles que a trouxessem de volta.
Seus 5 anos mal humorados, pelos cantos da casa umida e silenciosa, escura quando anoitecia, pois as lampadas já havia tempo que não eram trocadas, a piscina estava cheia de sangue, que ainda nao tinha sido retirado desde que o corpo da sua mãe estivera ali.
Mas por que ela ainda olhava, não sabia, apenas sentia que a sua infancia não acabava ali, pois já tinha sido retirada há algum tempo atrás, quando seu pai chegou em casa entorpecido, e com a luz apagada a tornou mulher, antes do tempo previsto pela sua mente, que já maculava uma lista de nomes, ou segredos que guardava, o qual as pessoas consideravam bobos, mas que hoje é o mais importante numa escola de medicina.
Tinha dado o melhor de si mesma, as músicas que cantava, hoje nem mais em assobios existem.
Seus amigos, seriam suas ideias e lembrancas, que se apagavam a cada manhã.
De volta a estação de trem, viu-se cercada por imundos assoalhos de crime em que mais uma vez estava prestes a entrar.
Sua face entrava mais uma vez para a história da cidade, e pela primeira vez havia matado alguem que não conhecia.
Quando percebeu um vulto entrando pelo portão principal correu, e como que assustada, varreu o seu caminho de longa distancia, até que se ache novamente, com um uivo, não de um cachorro comum, mas daquele, em que enterrara toda a sua familia."

Escrito por Kinhodorian às 02h19
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