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| Histórias de um suicida psicossomático |
OH QUADRO!
Oh quadro! Que direi eu quando te vir e não te entender? Do que serei eu ao chegar e você não perceber? Por que não mudas e te tornas mais simples? Por que não volta a ser como era antes de ser vivido?
Oh quadro! Do que vives e não podes me dizer? Serei eu tão pequeno que não posso te entender? Por que não gritas para o teu pintor? Por que não moves até caires ao chão?
Oh quadro! Se tu soubesses o quanto tento, Se tu tentasses o quanto sei, Poderia eu me dar ao luxo de saber o que acho, Sem saber o que tentom achando que sabes o que falo.
Oh amigo! Se tens o que mais quero, Por que não sou tu para me ver no espelho? Por que ando para todos os lados? Por que olho para mim e vejo você?
Oh quadro! Por que me chamas de quadro, Se sou eu que te vejo mudar? Por que me olhas todos os dias, Se sou eu que tenho que te exibir?
Oh quadro! Tu que és tão raro, Me chama de quadro, E eu que vivo te chamo de homem, Aquele que envelhece e morre, Enquanto eu vivo e te espero.
Oh quadro! Deus te proteja em sua alma, Que seu corpo me guarde na lembrança. Quando morreres, Passará um novo homem, O qual, também, me chamará...
QUADRO!
Escrito por Kinhodorian às 11h52
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