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Histórias de um suicida psicossomático


Às três da manhã

São três horas da manhã
E eu, sem ter o que dormir,
Invento o que fazer.
Abro a janela,
Corro no quarto,
Tento de tudo,
Mas o tempo passa
E o sono não vem.

Fico no aguardo,
Esperando uma posição,
Do tempo que me corrói,
E que me deixa sem solução.
As horas se passam,
E o meu sono continua longe,
Eu tento arriscar,
Deito, fecho os olhos, mas não consigo sonhar.

O telefone toca,
Um estranho está na linha,
Me propõe um jogo,
Que eu acerte as perguntas,
Ou tire as minhas roupas.
Eu aceito o chamado,
Começamos o jogo,
Ele me pergunta,
Eu erro e volto tudo de novo.

Não sei se ele sabe,
Mas eu sei como estou,
Deitado na cama,
Imaginando um sono bom.
O jogo termina,
Ele chama meu nome,
Não sei como ele sabe,
Pois nem eu sei tanto.

Agora eu percebo,
É uma criança,
Que me chama de novo,
E me faz jogar um jogo.
Agora eu pergunto,
E ele responde,
Se ele errar,
Eu digo o seu nome.


E então ele me disse:
“Quero um favor...”
Eu perguntei o que era,
E ele me disse bem assim:
“Senhor que me ouve agora,
O que te peço pode ser estranho,
Mas não acredita como estou em prantos,
Preciso que encontre
Uma mulher e um homem,
E mostre a ele,
Que ela tem dono.
Por isso te rogo,
Quando a vir de repente,
Lembre que eu,
Seu filho,
Estou sem um dente.
Repita pra ela,
O que eu lhe falei,
Mamãe, chega cedo...
Papai vem também.”

Eu concordei,
Falei que faria,
Mas quando a vi,
Não achei, que de repente,
Eu acordaria.



Escrito por Kinhodorian às 03h29
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