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| Histórias de um suicida psicossomático |
Medo de criança
Enquanto as luzes se apagavam, Me contaram e eu acreditei: Que o sonho poderia alcançar o que nunca peguei. E enquanto eu dormia, O meu sonho teimava em não vir. Talvez fosse por pouco tempo, Mas tardou e , agora, eu cresci sem sonhar.
As imagens que me apareciam Confundiam o que eu queria ver. Aos sangues e prantos derramados, A vitória foi marcada sem perdão. De tudo o que não sentia, Ressentia o medo de sonhar E ver que não podia Enxergar o que me vinha para tentar alcançar.
Enquanto temia não conseguia Enxergar o que eu queria ver. Tentei lembrar do que me diziam, Mas a voz entorpeceu o meu coração. Quando criança, eu chorava, Mas perdi o sentido e a razão. Sentei sozinho, numa estrada, Levantei e pedi, com as minhas mãos, Pra não voltar.
Escrito por Kinhodorian às 23h26
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