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Histórias de um suicida psicossomático


A caminho da dança da morte

Os olhos estão permeando a minha mente,

O vento bate nos meus dentes.

Não consigo sorrir, não consigo falar.

O tremor que toma conta do corpo me impede de andar.

 

Queria poder entender o que se passa,

A minha vida me ameaça.

Terei eu tempo pra passar adiante?

Não se pode responder enquanto sou um mero viajante.

 

A vida me surpreende,

Mas é a morte que me entende,

Pois são seus braços que me aquecem,

Quando a vida me esquece.

 

Os olhos voltaram a piscar,

A mente voltou a temer,

O vento voltou a bater,

O corpo continua sem andar.

 

De quem são esses olhos que tanto me cercam?

Por que será que não me deixam voltar?

De quem são esses olhos que tanto me invocam?

Por que será que não me deixam sanar?

 

Esta dor, que percorre as veias, é fatal.

As velas estão acesas... É natal.

As cores iluminam as ruas.

Mas estas cores descolorem a lua.

 

É natal mais uma vez.

Os olhos estão indo embora.

A vida voltou a me surpreender,

A morte não deixa eu me render.

 

As curvas do destino me ajudam a caminhar,

Porém estas mesmas curvas fazem com que me perca,

Até que eu encontre o túnel que me chama.

As vozes, neste túnel, me convidam a uma dança.

 

Os olhos estão sempre nos finais

Eles piscaram pela primeira vez,

Eu não acreditei no que senti,

Dancei e descobri que os olhos não eram letais.



Escrito por Kinhodorian às 12h26
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