| Histórias de um suicida psicossomático |
Aquele rio
Aquele rio se deparou comigo duas vezes, Aquele rio me pediu passagem por duas vezes, Aquele rio olhou pra mim nas duas vezes. Aquelas pessoas nunca me entenderam, Aquelas pessoas nunca tiraram os olhos de mim, Aquelas pessoas pediram para que eu ficasse, Aquelas pessoas me pediram... ... sempre me pediam. Aqueles sorrisos um dia foram verdadeiros, Aquelas imagens eram inesquecíveis, Aquela poeira faria falta... ... Minha respiração agradeceria. Aquela porta me fizera parar, Aquele sentimento viera novamente. Aquelas lágrimas caíram dos meus olhos, Aquela dor não passava, Aquelas pessoas continuavam me olhando... ... ainda não me entendiam. Aquela vontade não era mais a mesma, Aquela bandeira balançava no mastro... ... e em mim. Aquele rio me viu novamente, Já não era a segunda vez, Ele se despedia de mim, Eu estava cansado de tudo o que tinha perdido, As coisas que eu fiz... ... ou não fiz, Não quero me lembrar. Aquele rio sentiria minha falta, Aquele rio choraria por mim, Aquele rio mudaria por mim, Aquele rio correria por mim, Fiz o melhor que pude... ... deixei minhas coisas no rio e parti.
Escrito por Kinhodorian às 00h14
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